
Pacientes e pessoas que afirmam conhecer a rotina do Hospital Geral de Guanambi (HGG) relataram supostas interferências políticas no acesso a internações e procedimentos. A Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab), porém, negou qualquer favorecimento e afirmou que a rede estadual segue critérios técnicos e clínicos.
O hospital é uma das principais referências em saúde pública no sudoeste da Bahia e atende moradores de dezenas de municípios. Segundo relatos de pacientes, a unidade enfrenta dificuldades relacionadas à alta demanda, principalmente para conseguir internações e determinados procedimentos.
Apesar das reclamações sobre o acesso aos serviços, pacientes ouvidos pela reportagem afirmaram que o atendimento recebido após a internação é considerado satisfatório. A demora para conseguir uma vaga ou procedimento aparece, segundo esses relatos, como uma das principais dificuldades enfrentadas pelos usuários.
Além disso, surgiram denúncias de que pacientes de determinados municípios poderiam conseguir atendimento sem seguir os fluxos regulares de regulação do Sistema Único de Saúde (SUS). Também foram levantadas suspeitas de que cirurgias poderiam ser autorizadas para pessoas ligadas a vereadores ou grupos políticos.
Até o momento, porém, as acusações não foram acompanhadas de documentos ou provas públicas capazes de confirmar eventual favorecimento. Por isso, os relatos são tratados como denúncias ainda não comprovadas.
Em resposta, a Sesab afirmou que não utiliza critérios políticos, partidários ou eleitorais para definir a prioridade de atendimento na rede estadual. Segundo a secretaria, a assistência considera principalmente a necessidade de saúde e a avaliação clínica de cada paciente.
A pasta também informou que cirurgias, internações e demais procedimentos seguem os fluxos assistenciais estabelecidos pelo SUS. A indicação médica, a condição clínica do paciente, a disponibilidade de vagas e a organização dos serviços são considerados na definição do atendimento.
A Sesab declarou ainda que não compactua com qualquer tentativa de utilizar a assistência à saúde para fins político-partidários. A secretaria orientou que denúncias acompanhadas de informações concretas sejam encaminhadas aos órgãos oficiais de controle e fiscalização.
Com a negativa da Sesab, eventuais suspeitas de favorecimento político no HGG ainda dependem de provas e de uma apuração formal pelos órgãos competentes. Até que isso ocorra, não é possível afirmar que houve interferência política na liberação de atendimentos ou procedimentos.