
A Ronda Maria da Penha, vinculada ao 17º Batalhão da Polícia Militar (BPM), completa oito anos de atuação na região de Guanambi sem registros de feminicídio entre as mulheres acompanhadas pelo programa. Coordenada pela capitã Jacimara Moura, a iniciativa realiza ações de prevenção e enfrentamento à violência doméstica, com acompanhamento de mulheres que possuem medidas protetivas de urgência determinadas pela Justiça.
Durante o período de atuação, a equipe passou a realizar visitas diárias às mulheres protegidas por decisões judiciais. O acompanhamento busca verificar o cumprimento das medidas e manter contato com as assistidas. Segundo Jacimara Moura, o trabalho também acompanhou casos de mulheres que conseguiram romper situações de violência e reconstruir suas vidas após o afastamento dos agressores.
Para a capitã, um dos principais desafios enfrentados pelas mulheres está na dificuldade de romper o ciclo de violência. O medo de não conseguir trabalhar, sustentar a família ou reconstruir a própria vida pode dificultar a decisão de se afastar do agressor. Moura afirmou que acompanhar mulheres retomando a autonomia representa uma das principais recompensas da atuação da equipe.
Além disso, a coordenadora informou que houve redução no número de feminicídios nos cinco municípios atendidos pela Ronda Maria da Penha ao longo dos últimos anos. Em Guanambi, foram registrados dois casos no último ano. Entre as mulheres acompanhadas diretamente pelo programa, entretanto, nenhuma foi vítima de feminicídio durante os oito anos de funcionamento da ronda.
Atualmente, a atuação permanece concentrada no acompanhamento das mulheres que possuem medidas protetivas de urgência. A equipe trabalha de forma preventiva para ampliar a proteção das assistidas e acompanhar o cumprimento das determinações judiciais. O serviço integra as ações do 17º BPM voltadas ao enfrentamento da violência contra a mulher.
Por fim, Jacimara Moura afirmou que a intenção é ampliar a Ronda Maria da Penha para os demais municípios da área de atuação do batalhão. A expansão busca aumentar o número de mulheres atendidas e garantir acompanhamento especializado às vítimas de violência doméstica que obtiverem medidas protetivas determinadas pela Justiça.