
A rede de proteção às mulheres vítimas de violência tem avançado em Guanambi, no sudoeste da Bahia, segundo avaliação da Capitã Jacimara Moura, coordenadora regional da Ronda Maria da Penha. A estrutura reúne órgãos públicos e serviços especializados para acolher as vítimas e acompanhar os casos. A atuação busca ajudar mulheres a romper o ciclo de violência e retomar suas vidas.
Atualmente, fazem parte dessa rede o Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas), o Centro de Referência de Assistência Social (Cras), o Ministério Público, o Poder Judiciário e a Polícia Militar. Em Guanambi, também atuam o Núcleo Especializado de Atendimento à Mulher (Neam) e a Central de Atendimento à Mulher (Cram), ampliando os serviços disponíveis.
Segundo Jacimara Moura, apesar dos avanços, ainda existem necessidades para fortalecer o atendimento na região. Entre as demandas apontadas estão a criação de uma casa de apoio para mulheres vítimas de violência e a ampliação do número de profissionais dedicados especificamente ao atendimento desse público. A medida, conforme a coordenadora, contribuiria para oferecer maior proteção às vítimas.
Além disso, a capitã destacou a importância da participação das famílias durante o processo de recuperação das mulheres. Para ela, o apoio familiar pode contribuir para o restabelecimento da vítima após uma situação de violência. A coordenadora também afirmou considerar gratificante acompanhar mulheres que conseguem superar o ciclo de agressões e reconstruir suas vidas.
Por fim, a Ronda Maria da Penha, vinculada ao 17º Batalhão de Polícia Militar, completa oito anos de atuação na região. Durante esse período, a unidade passou a integrar uma estrutura formada por diferentes instituições. A avaliação da coordenadora é de que a rede de proteção vem se fortalecendo gradualmente, embora ainda existam desafios para ampliar o atendimento às vítimas.