
O Centrão tem ampliado o diálogo com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas das eleições de 2026, enquanto União Brasil, PP e Republicanos mantêm posição de neutralidade em relação à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). A movimentação envolve articulações no Congresso e interesses eleitorais para a próxima legislatura.
No Senado, Davi Alcolumbre retomou conversas com Lula e passou a destravar projetos de interesse do governo. Apesar da aproximação, o presidente do Senado não declarou apoio público à candidatura do petista. Na Câmara dos Deputados, Hugo Motta declarou apoio a Lula e atuou para que o Republicanos adotasse uma posição neutra na disputa presidencial.
Entre as lideranças do PP, Ciro Nogueira e Arthur Lira também evitaram uma aproximação pública com Flávio Bolsonaro. Segundo as informações divulgadas, integrantes do partido dificultaram a formação de uma chapa presidencial do PL que reunisse nomes ligados ao Centrão. O movimento ocorre durante a preparação das siglas para as eleições de outubro.
Paralelamente, declarações do presidente do PSD, Gilberto Kassab, ampliaram a pressão sobre a candidatura de Flávio. Kassab afirmou que o senador teria poucas chances de vencer a eleição e disse que o Centrão estaria alinhado com Lula. As declarações reforçaram a percepção de afastamento de parte das principais lideranças políticas do candidato do PL.
Apesar do cenário, aliados de Flávio Bolsonaro minimizam a ausência de apoio formal de integrantes do Centrão. Segundo esse grupo, as lideranças que hoje mantêm distância poderão se aproximar do candidato caso ele consiga vencer a eleição. A avaliação considera que alianças no Congresso podem mudar de acordo com o resultado das urnas.