
O Tribunal do Júri de Riachão do Jacuípe condenou Iranilton Dama Santos a 37 anos e seis meses de prisão pelo feminicídio da companheira, Neide Santos de Santana. A sentença foi proferida na terça-feira (25), com cumprimento da pena inicialmente em regime fechado. Os jurados reconheceram a autoria e a materialidade do crime, além da qualificadora de feminicídio e do aumento da pena porque o assassinato ocorreu na presença dos filhos da vítima.
Segundo a denúncia do Ministério Público do Estado da Bahia (MPBA), o crime aconteceu em abril de 2025, dentro da residência de Neide, em Riachão do Jacuípe. A vítima foi morta com um disparo de arma de fogo. Durante o julgamento, a acusação foi apresentada pelo promotor de Justiça Luciano Medeiros Alves da Silva, que sustentou a responsabilização do réu pelo assassinato.
Conforme a acusação, o crime teria sido motivado pela não aceitação do fim do relacionamento por parte de Iranilton. Ainda segundo o Ministério Público, Neide pretendia procurar apoio policial para obter medidas protetivas. A tese apresentada pela acusação foi considerada pelos jurados durante a sessão do Tribunal do Júri, que reconheceu as circunstâncias apontadas no processo.
Durante a definição da pena, a Justiça considerou, entre outros elementos, os impactos provocados pelo assassinato sobre os filhos da vítima. As crianças estavam presentes no momento do crime e presenciaram a morte da mãe. Essa circunstância foi reconhecida como causa de aumento da pena pelos jurados e considerada na sentença proferida após o julgamento.
Por fim, Iranilton Dama Santos deverá cumprir 37 anos e seis meses de reclusão em regime inicialmente fechado. A condenação ocorreu após o Tribunal do Júri reconhecer a prática do feminicídio e as demais circunstâncias apresentadas no processo pelo Ministério Público.