
O advogado Gabriel da Silva Alves, de 31 anos, foi sepultado no domingo (30), em Xique-Xique, no interior da Bahia, após uma semana de buscas. O corpo foi encontrado no sábado (29), por volta das 10h, em uma área de mata do município, em avançado estado de decomposição. A localização ocorreu depois que familiares e equipes de segurança encontraram outros pertences do advogado durante as buscas.
Gabriel estava desaparecido desde sábado (22), quando deixou de ser visto após sair de um bar onde participava de uma confraternização com amigos. Segundo familiares, ele recebeu uma ligação durante o encontro, disse que iria a outro local e retornaria em seguida. O advogado deixou o estabelecimento em uma motocicleta e não foi mais localizado naquele momento.
Durante a procura, a motocicleta de Gabriel foi encontrada na quinta-feira (27), dentro de uma cratera formada por antigas atividades de garimpo. Cerca de 200 metros do ponto, foram localizados os óculos do advogado e, posteriormente, um chinelo que pertenceria a ele. A sequência dos achados levou familiares a suspeitarem de uma possível luta corporal, hipótese que não foi confirmada pelas autoridades.
No local onde o corpo foi encontrado, equipes localizaram objetos atribuídos ao advogado, entre eles um celular danificado, documentos e um capacete. A área foi preservada para os trabalhos periciais. O cadáver foi encaminhado para os procedimentos legais antes de ser liberado para a família, que realizou o velório no domingo, na Igreja Matriz de Xique-Xique.
Segundo Maria de Lurdes, mãe de Gabriel, o filho mantinha comportamento pacífico e evitava conflitos. Em relato emocionado, ela afirmou que o advogado não gostava de violência, não costumava falar alto e defendia que discussões não resolviam problemas. A mãe também destacou a confiança que Gabriel mantinha nas pessoas e a proximidade dele com familiares.
Abalado, o pai, Belarmino Alves, descreveu a rotina do filho e afirmou que Gabriel era trabalhador, mantinha contato próximo com a família e costumava voltar para casa durante o expediente. Ele também relatou a dificuldade enfrentada pela família para reconhecer o corpo devido ao estado de decomposição e mencionou a suspeita de que o filho tenha sido levado para uma área isolada.
Dois homens, identificados como Alan e Romário, estão presos no contexto das investigações e são apontados como suspeitos do crime. A polícia ainda apura as circunstâncias da morte, o que aconteceu depois que Gabriel deixou o bar e a eventual motivação. O caso permanece sob investigação das autoridades responsáveis.