
O senador Carlos Viana (PSD-MG) protocolou nesta terça-feira (1º), no Senado, um pedido de impeachment contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). A iniciativa ocorreu após novas revelações sobre mensagens que indicariam uma relação próxima entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Em coletiva no Salão Azul, Viana afirmou que o Senado precisa analisar as informações e não pode permanecer omisso diante das denúncias.
Segundo o parlamentar, o pedido apresenta suspeitas de crime de responsabilidade, incluindo possível advocacia administrativa e eventual uso do cargo para beneficiar interesses relacionados a Vorcaro. Viana também mencionou o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, que manteve contrato de prestação de serviços com o Banco Master, instituição controlada por Vorcaro.
Durante a entrevista, o senador defendeu o afastamento imediato de Moraes das funções no Supremo. Viana afirmou que, diante das informações reveladas, o ministro não deveria continuar tomando decisões, principalmente de forma monocrática, em questões que possam envolver investigações relacionadas a ele. O parlamentar também disse esperar que o próprio STF adote providências para preservar a confiança da população.
Além disso, Viana criticou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, e afirmou que pedidos anteriores de impeachment contra Moraes permanecem sem andamento. Na avaliação do senador, a Casa precisa conduzir uma análise considerada por ele séria, transparente e firme. Viana ressaltou, porém, que não pretende antecipar uma condenação e defendeu que os fatos sejam investigados.
O senador também relacionou o novo pedido às informações levantadas pela CPMI do INSS, da qual foi presidente. Segundo Viana, a comissão já havia encontrado elementos relacionados a Daniel Vorcaro e a pessoas próximas ao poder público, mas não conseguiu prosseguir com as apurações. Para ele, novas informações agora divulgadas reforçam a necessidade de uma análise pelo Senado.
Por fim, Carlos Viana afirmou que a denúncia apresentada ao Senado será disponibilizada para consulta e deverá seguir o procedimento previsto para pedidos de impeachment de ministros do STF. O parlamentar sustentou que existem suspeitas que precisam ser examinadas pelas instituições competentes. O protocolo, por si só, não determina o afastamento de Moraes nem representa conclusão sobre eventual responsabilidade do ministro.