
Um vendedor ambulante de Porto Seguro, identificado como Júnior, sofreu fraturas nos dois braços após ser agredido por um turista de Vitória da Conquista no dia 4 de setembro. O caso ocorreu nas proximidades da Praia de Taperapuan, perto da Cabana do Gaúcho, após um desentendimento envolvendo a venda de uma prancha.
Segundo o relato do vendedor, a confusão começou depois que a prancha teria quebrado durante o uso. O turista teria pedido o dinheiro de volta, mas Júnior informou que não poderia devolver o valor porque considerava que o equipamento havia sido utilizado de maneira inadequada.
Diante da reclamação, o ambulante teria oferecido devolver metade do pagamento ou trocar a prancha por um modelo menor. A proposta, porém, não teria sido aceita pelo visitante, que teria seguido Júnior quando ele deixou a praia para retornar para casa.
Na sequência, o turista teria alcançado o vendedor nas proximidades da entrada do bairro Paraíso dos Pataxós e o agredido. O suspeito ainda não havia sido localizado até a publicação da informação, enquanto Júnior precisou ser encaminhado para atendimento médico após sofrer as fraturas.
Depois do ataque, Júnior foi levado ao Hospital Luís Eduardo Magalhães, onde passou por cirurgia. Ele recebeu alta na quarta-feira, 9, mas permanece impossibilitado de trabalhar devido às lesões e ainda não tem previsão para voltar às atividades como vendedor ambulante.
Atualmente, o trabalhador também não recebe benefício previdenciário por incapacidade, segundo as informações divulgadas, porque não contribui para o Instituto Nacional do Seguro Social. Colegas e integrantes da Associação dos Ambulantes iniciaram uma mobilização para ajudá-lo durante o período de recuperação.
Além das dificuldades provocadas pelas fraturas, Júnior mora de aluguel e tem uma filha autista. O presidente da Associação dos Ambulantes, Renato, esteve na residência da família na quarta-feira para prestar apoio, enquanto a comunidade local organiza ações de auxílio ao trabalhador.