
O candidato ao Governo da Bahia ACM Neto (União Brasil) classificou como “crime eleitoral” uma reportagem sobre uma suposta proposta de colaboração premiada relacionada ao Banco Master. Segundo a publicação, integrantes do partido teriam sido citados em relatos envolvendo contratos de previdência privada.
Neto negou qualquer participação em irregularidades e afirmou que a divulgação das informações teria o objetivo de provocar desgaste político durante a reta final da campanha. “O ambiente político não pode ser ‘vale tudo’”, declarou o candidato, que também classificou as informações como “absurdas, completamente fantasiosas e mentirosas”.
De acordo com a reportagem do UOL mencionada no caso, as citações estariam em uma proposta de colaboração apresentada pelo empresário Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O documento, porém, não corresponde a um acordo de delação homologado pela Justiça, e as alegações apresentadas ainda dependeriam de comprovação.
Entre os nomes citados estariam ACM Neto e Antônio Rueda, presidente nacional do União Brasil. Segundo a publicação, eles teriam sido mencionados em supostas articulações relacionadas ao acesso do Banco Master a institutos de previdência. Neto rejeitou as acusações e negou envolvimento em qualquer irregularidade.
O candidato afirmou ainda que, desde março de 2026, quando começaram a surgir as primeiras informações sobre o caso Master, colocou-se à disposição da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do Supremo Tribunal Federal (STF) para prestar esclarecimentos.
Ao contestar a reportagem, ACM Neto defendeu que denúncias sejam tratadas com responsabilidade e encaminhadas pelos canais institucionais. Para o candidato, acusações sem comprovação não devem ser utilizadas como instrumento de disputa eleitoral.