Flávio Bolsonaro vira alvo de inquérito do STF sobre filme Dark Horse

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência da República em 2026, passou a ser formalmente investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito que apura irregularidades relacionadas ao filme “Dark Horse”, sobre seu pai, Jair Bolsonaro.

A decisão que incluiu Flávio como investigado foi tomada pelo ministro André Mendonça em 22 de julho, após pedido da Polícia Federal. A corporação solicitou a apuração de possíveis crimes de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, corrupção e outros delitos relacionados ao financiamento da produção junto ao Banco Master.

Segundo a investigação, uma das suspeitas é que parte dos recursos destinados ao filme tenha sido utilizada para custear despesas do deputado Eduardo Bolsonaro, irmão de Flávio, que atualmente vive nos Estados Unidos. O senador já negou irregularidades e afirmou anteriormente que a produção conta apenas com recursos privados.

Documentos citados na investigação apontam que Flávio Bolsonaro negociou diretamente com Daniel Vorcaro, ex-banqueiro e controlador do Banco Master, o repasse de pelo menos US$ 24 milhões para a produção do longa-metragem. Desse total, ao menos US$ 12,3 milhões teriam sido efetivamente pagos, conforme informações divulgadas durante a apuração.

Nesta quinta-feira (10), Mendonça retirou o sigilo de parte dos processos relacionados ao caso Banco Master, após solicitação do presidente do STF, ministro Edson Fachin. Entre os documentos tornados públicos está a petição que fundamentou a investigação e procedimentos derivados, nos quais consta a apuração envolvendo Flávio.

Paralelamente, a Polícia Federal realizou na quinta uma operação autorizada pelo ministro Flávio Dino para investigar suspeitas envolvendo o filme. A apuração inclui possível desvio de R$ 750 mil da produção e eventual utilização de recursos públicos, tendo o deputado Mário Frias (PL-SP) entre os alvos.

Ainda conforme o material investigativo, Frias destinou R$ 2 milhões em emendas parlamentares ao Instituto Conhecer Brasil, organização presidida por Karina Gama, que também é proprietária da Go Up Entertainment, responsável pela produção do filme. Flávio classificou a operação como “fajuta” e afirmou que a investigação teria relação com o período eleitoral.

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