
A chuva voltou a prejudicar o desvio utilizado por caminhões e carretas após a restrição na ponte sobre o Rio Jequitinhonha, na BR-101, no Extremo Sul da Bahia. O trajeto tem cerca de 60 quilômetros, grande parte sem pavimentação, e registra lama, atolamentos e longas filas durante os períodos de chuva.
Na noite de terça-feira (8), três caminhões ficaram atolados no percurso, sendo dois no acesso a Santa Maria Eterna e outro nas proximidades da Rotatória 6, em Belmonte. O trecho permaneceu bloqueado por aproximadamente 21 horas e só teve a passagem liberada às 15h de quarta-feira (9).
Durante a operação, equipes da Secretaria de Infraestrutura da Bahia (Seinfra) e do Consórcio Costa do Descobrimento utilizaram motoniveladoras para retirar os veículos. Duas máquinas e um trator permanecem no local para atender novas ocorrências e tentar manter o tráfego funcionando.
Segundo empresas do setor logístico, as dificuldades aumentaram os custos do transporte em até 30%. Um percurso que normalmente poderia ser concluído em cerca de uma hora chega a durar oito horas em dias de chuva, além de provocar maior consumo de combustível e desgaste dos veículos.
Outro problema relatado pelos caminhoneiros é a falta de sinal de celular, pontos de apoio e assistência mecânica ao longo do desvio. A situação também aumenta o risco de danos às cargas e dificulta a contratação de transportadoras para operar no trecho.
Enquanto isso, a Seinfra informou que realiza a pavimentação de cinco quilômetros entre as rodovias BA-274 e BA-658. A previsão é concluir a intervenção em dezembro, mas a obra contempla apenas parte dos aproximadamente 60 quilômetros utilizados como desvio.