
A situação fiscal da Bahia se deteriorou durante o governo Jerônimo Rodrigues (PT) em comparação com a gestão de Rui Costa (PT), segundo dados oficiais e projeções para 2026. O estado, porém, mantém a dívida e os gastos com pessoal em níveis considerados controlados.
Nos quatro anos de Rui Costa, a Bahia acumulou superávit orçamentário de R$ 8,48 bilhões. Já o mandato de Jerônimo pode terminar com déficit de R$ 7,3 bilhões, enquanto a projeção oficial para 2026 aponta resultado negativo de R$ 5,72 bilhões.
Além do resultado orçamentário, o desempenho primário também piorou. A gestão anterior acumulou saldo positivo de R$ 13,5 bilhões, enquanto o governo atual pode encerrar o mandato com déficit primário de R$ 3,32 bilhões.
Por outro lado, os investimentos aumentaram no período. Considerando as estimativas para 2026, o governo Jerônimo deve somar R$ 29,1 bilhões em investimentos, contra R$ 23,4 bilhões registrados na gestão Rui Costa. O maior volume ocorreu em 2023, com R$ 9,2 bilhões.
Mesmo com a deterioração de alguns indicadores, a dívida consolidada líquida da Bahia correspondia a 35,67% da Receita Corrente Líquida em 2025, bem abaixo do limite de 200% previsto para os estados. As despesas com pessoal ficaram em 40,36%, também abaixo do limite de 46% da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Segundo a Secretaria da Fazenda da Bahia, o estado mantém baixo endividamento, capacidade de investimento e condições para obter empréstimos com garantia da União. A pasta também afirmou que os investimentos foram financiados, em parte, com recursos acumulados em superávits anteriores.
Outro ponto de atenção está na previdência estadual. O déficit previdenciário aumentou de R$ 6 bilhões em 2022 para R$ 7,1 bilhões em 2025, situação considerada crítica pelo Tribunal de Contas da Bahia e que, segundo especialistas, tende a sofrer pressão adicional com o envelhecimento dos servidores.