
O senador Angelo Coronel (Republicanos), candidato à reeleição pela oposição na Bahia, defendeu que o Senado atue diante das suspeitas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A declaração ocorreu após a sessão extraordinária de terça-feira (15), que discutiu o encaminhamento de informações relacionadas ao ministro Alexandre de Moraes e ao caso Banco Master.
Durante a manifestação, Coronel afirmou que eventuais suspeitas contra autoridades devem ser investigadas pelo Senado. O parlamentar também defendeu que uma possível responsabilização alcance qualquer autoridade, inclusive integrantes do STF, e pediu independência dos senadores na análise dos casos.
Segundo a declaração divulgada pelo senador, a cobrança não representa a apresentação de um pedido de impeachment contra ministro do Supremo. No Senado, já existem iniciativas relacionadas ao caso Banco Master e à atuação de integrantes da Corte, incluindo requerimento de apoio ao ministro André Mendonça.
Enquanto isso, João Roma (PL), também candidato ao Senado pela chapa de oposição ao governo baiano, não havia se manifestado publicamente sobre a sessão envolvendo Moraes até o horário de fechamento da reportagem. A assessoria do ex-ministro afirmou que Roma integra um grupo de candidatos que assinou compromisso relacionado a eventual impeachment de Moraes.
A sessão do STF terminou sem decisão definitiva sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. O plenário registrou placar provisório de 4 votos a 3 pela análise separada dos casos de Moraes e André Mendonça, antes de Flávio Dino pedir vista e suspender a votação.
O julgamento ocorreu em meio a divergências entre ministros sobre a condução das apurações relacionadas ao Banco Master. Moraes negou irregularidades e afirmou que não havia pedido formal da Polícia Federal ou da Procuradoria-Geral da República para investigá-lo, enquanto o caso permanece sob análise do Supremo.