
O 24º Batalhão de Polícia Militar iniciou nesta terça-feira (15), em Brumado, uma semana de formação de facilitadores em Justiça Restaurativa. A capacitação é conduzida pela juíza Janine Matos Ferraz, do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), idealizadora do Projeto Coração de Tinta, voltado à aplicação de práticas restaurativas na segurança pública.
Segundo o subcomandante do 24º BPM, Major Anderson, a formação pretende estimular a criação de círculos de paz por meio de estratégias de policiamento comunitário. A proposta busca ampliar o diálogo entre as pessoas envolvidas na segurança pública, identificando dificuldades e potencialidades que possam contribuir para a prevenção de conflitos e da violência.
Durante a capacitação, os participantes também terão contato com métodos que vão além das práticas tradicionalmente utilizadas pelas forças de segurança. Para o major, a atuação comunitária exige conhecimento de diferentes áreas e experiências para compreender melhor as relações estabelecidas entre policiais e comunidade.
Na sequência da formação, o projeto prevê uma capacitação específica sobre gênero para estruturar um Núcleo de Justiça Restaurativa em Brumado. A iniciativa deverá envolver o Tribunal de Justiça da Bahia na criação de grupos reflexivos destinados à conscientização de homens autores de violência.
De acordo com Janine Ferraz, a capacitação integra uma política pública do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para ampliar a aplicação da Justiça Restaurativa em diferentes espaços. A magistrada percorre municípios baianos levando a formação e considera a participação de Brumado um avanço na interiorização dessa política.
Para a juíza, o interesse demonstrado pelo município pode favorecer a expansão das práticas restaurativas para outras regiões do estado. Ela também destacou que a capacitação está sendo tratada de forma estratégica em Brumado e poderá contribuir para desenvolver ações de prevenção da violência.
Com a formação, o 24º BPM passa a avançar na preparação de profissionais para utilizar métodos restaurativos dentro da proposta de policiamento comunitário. A expectativa é que a iniciativa resulte na criação de novas ações voltadas ao diálogo, à prevenção de conflitos e à conscientização.