
ACM Neto (União Brasil), candidato ao governo da Bahia, afirmou nesta quinta-feira (17) que existe uma “ação orquestrada” para interferir na eleição e associar seu nome à Operação Overclean. A declaração ocorreu após a Polícia Federal pedir ao Supremo Tribunal Federal autorização para realizar buscas relacionadas ao candidato. O ministro Kassio Nunes Marques negou a medida.
Segundo Neto, a investigação começou em dezembro de 2024 e, durante esse período, não teria sido apontada qualquer conduta ilícita praticada por ele. O candidato afirmou que não possui relação com os fatos apurados e classificou a divulgação das informações como tentativa de criar fatos falsos contra sua candidatura.
A nova fase da Overclean investiga suspeitas de irregularidades em contratações da Secretaria de Educação de Belo Horizonte realizadas entre 2024 e 2025. A Polícia Federal cumpre 24 mandados de busca e apreensão em seis Estados, enquanto ao menos três contratos analisados ultrapassam R$ 80 milhões.
Neto afirmou que a etapa atual da investigação envolve contratos firmados em Minas Gerais, Estado onde, segundo ele, nunca exerceu atividade política. Ele também mencionou uma ação por calúnia que disse ter anunciado contra o governador Jerônimo Rodrigues (PT) e acusou adversários de tentar criar uma “cortina de fumaça”.
Durante a manifestação, o candidato relacionou a divulgação das suspeitas ao calendário eleitoral e afirmou que forças políticas estariam tentando utilizar instituições públicas em benefício próprio. Neto também declarou que pretende reagir judicialmente às acusações e sustentou que seguirá com a agenda de campanha pelo Estado.
Por fim, o candidato afirmou que continuará percorrendo a Bahia até o primeiro turno, marcado para 4 de outubro. Neto disse que pretende apresentar propostas aos eleitores e manter as atividades de campanha, apesar da divulgação das informações relacionadas à Operação Overclean.