
A aproximação da reta final da campanha ao Governo da Bahia aumentou a disputa nas redes sociais entre os grupos ligados a Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União Brasil). A propaganda eleitoral na internet está autorizada desde 16 de agosto, conforme o calendário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e passou a integrar de forma mais intensa a estratégia dos candidatos.
Nos últimos dias, publicações críticas a ACM Neto passaram a circular de forma simultânea em diferentes perfis. Segundo o texto, algumas contas reproduziram conteúdos semelhantes em sequência, levantando questionamentos entre integrantes da oposição sobre a possível existência de uma estratégia coordenada de comunicação digital.
Enquanto aliados de Neto apontam a necessidade de ampliar a organização da campanha nas plataformas digitais, setores da oposição reconhecem, segundo relatos reservados, dificuldades para responder com a mesma velocidade às mensagens que circulam nas redes. O ambiente virtual passou, assim, a ocupar espaço relevante na disputa pela atenção do eleitor.
Do outro lado, a campanha de Jerônimo enfrenta críticas relacionadas à comunicação das ações do governo. O texto aponta que áreas como saúde, segurança e educação continuam presentes no debate eleitoral, assim como a discussão sobre o sistema de regulação, enquanto a administração busca destacar obras, programas e investimentos realizados durante o mandato.
Nesse cenário, a estratégia governista passou a combinar a divulgação de realizações com uma narrativa de defesa da imagem de Jerônimo. A Estação Calçada do VLT, inaugurada em junho como a primeira entregue dentro do projeto do novo modal, ganhou destaque na comunicação da campanha, com investimento anunciado de aproximadamente R$ 13 milhões.
Paralelamente, ACM Neto precisa ampliar a resposta às críticas que circulam nas plataformas digitais, enquanto sua campanha também utiliza as redes para apresentar propostas e questionamentos sobre a administração estadual. A disputa digital ocorre junto às agendas presenciais, caminhadas, carreatas e demais atividades previstas para a campanha.
Por fim, os dois grupos passaram a dedicar maior atenção à comunicação nas redes sociais, em uma fase marcada pelo aumento das atividades eleitorais. A disputa pelo espaço digital ocorre enquanto os candidatos mantêm agendas pelo interior e pela capital baiana, com diferentes estratégias para apresentar realizações, propostas e críticas aos adversários.