Medalhões da política baiana ficam fora das eleições de 2026

As eleições de 2026 deixaram de fora da Câmara dos Deputados nomes tradicionais da política baiana e algumas apostas que buscavam espaço em Brasília. Entre os 39 integrantes da bancada do estado, 12 não conseguiram renovar o mandato, incluindo parlamentares com longa trajetória política.

Entre os derrotados estão Lídice da Mata (PSB), Bacelar (PV), Arthur Maia (União Brasil), Marcelo Nilo (Republicanos), Paulo Magalhães (PSD), Zé Neto (PT), Jorge Araújo (PP), Rogéria Santos (Republicanos) e Waldenor Pereira (PT). O resultado representa uma mudança na composição da bancada baiana para a próxima legislatura.

Também ficaram fora nomes que chegaram à disputa federal cercados de expectativas políticas. Jaiminho Vieira Lima (MDB), Leandro de Jesus (PL), Vitor Bonfim (PSB), Cacá Leão (PP), Robinho (União Brasil) e Duda de Alan Sanches (PSDB) não conseguiram conquistar uma das 39 vagas destinadas à Bahia na Câmara.

Na Assembleia Legislativa da Bahia, a renovação também atingiu parlamentares que buscavam permanecer na Casa. Entre os nomes que não conseguiram a reeleição estão Antônio Henrique Jr., Cafu Barreto, Eures Ribeiro, Felipe Duarte, Hilton Coelho, Kátia Oliveira, Laerte do Vando, Luciano Araújo, Marcelinho Veiga, Matheus de Geraldo Júnior, Pancadinha, Patrick Lopes, Paulo Rangel, Soane Galvão e Binho Galinha.

Alguns deputados estaduais decidiram trocar o projeto de reeleição por uma candidatura à Câmara Federal. Olívia Santana (PCdoB), Vitor Bonfim, Robinho e Leandro de Jesus disputaram uma vaga em Brasília, mas apenas Olívia conseguiu ser eleita. A mudança de estratégia contribuiu para alterar a composição da Assembleia a partir de 2027.

Outros nomes de peso sequer participaram da disputa eleitoral deste ano. Raimundinho da JR (PL), Nelson Leal (PP) e Maria del Carmen (PT) optaram por não concorrer à Assembleia. As decisões fizeram parte de diferentes projetos políticos definidos antes do período eleitoral.

Na disputa pelo Senado, o principal revés entre os nomes tradicionais ficou com Angelo Coronel (Republicanos), que não conseguiu renovar o mandato. As duas vagas ficaram com Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT), que passaram a integrar a representação baiana no Senado para a próxima legislatura.

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