
A federação formada por União Brasil e PP sinalizou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial. A posição ainda será formalizada pelas siglas, que convocaram reuniões para esta terça-feira (6).
O movimento ganhou força após Flávio terminar o primeiro turno à frente de Lula (PT), com 47,05% dos votos válidos contra 45,14% do petista, conforme os dados citados pelas reportagens. A possível adesão também pode influenciar outras legendas do chamado Centrão.
Entre os dirigentes, Ciro Nogueira, presidente do PP, declarou nesta segunda-feira (5) que pretende defender o apoio da federação ao candidato do PL. A decisão oficial deverá ser discutida com deputados, senadores e presidentes dos diretórios estaduais.
No União Brasil, o presidente Antônio Rueda também participa das articulações, mas dirigentes da legenda avaliam possíveis contrapartidas para uma aliança. Entre os pontos discutidos está a sucessão no Senado, com interesse na permanência de Davi Alcolumbre (União-AP) na presidência da Casa em 2027.
Além da posição nacional, a federação deverá permitir que diretórios estaduais tenham liberdade para apoiar candidatos diferentes no segundo turno. A composição das bancadas eleitas no Congresso também pesa nas negociações sobre eventual apoio ao próximo governo.
O cenário também permanece indefinido em outras legendas do Centrão. O Republicanos reúne grupos favoráveis aos dois candidatos e avalia manter neutralidade, enquanto outras siglas discutem individualmente seus posicionamentos para a segunda etapa da disputa.
Apesar da importância política das declarações partidárias, o apoio formal das legendas no segundo turno tem efeito diferente daquele observado na primeira etapa, quando as alianças influenciam a distribuição do tempo de propaganda eleitoral. Na disputa presidencial direta, o tempo de rádio e televisão é dividido de forma igual entre os dois candidatos.