Mãe cobra transferência de adolescente internado há 12 dias no HGG em Guanambi

Um adolescente de 13 anos está internado há 12 dias no Hospital Geral de Guanambi (HGG), no sudoeste da Bahia, e a mãe cobra do município e do Estado providências para a transferência para uma unidade especializada. Segundo Aline Almeida dos Santos, o filho possui laudo psiquiátrico e apresenta comportamento que exige acompanhamento específico.

De acordo com o relato da mãe, o adolescente foi levado ao HGG após um episódio em que teria destruído parte da residência da família e tentado agredi-la. A Polícia Militar foi acionada, e o jovem recebeu atendimento médico e medicação na unidade hospitalar. Ainda segundo Aline, uma decisão judicial determinou que ele não tivesse alta sem encaminhamento para uma clínica especializada.

Conforme a mãe, o adolescente foi inserido no sistema de regulação em busca de uma vaga, mas a transferência ainda não teria sido efetivada. Ela afirma também que existem duas decisões judiciais relacionadas à internação compulsória e que a mais recente teria sido expedida enquanto o adolescente já estava internado no hospital.

Desde o início da internação, segundo Aline, foi necessário manter o filho contido devido ao comportamento apresentado. Na segunda-feira (5), ela relata ter assinado um documento autorizando a permanência dele amarrado como medida para evitar que se machucasse ou ferisse outras pessoas.

Apesar da situação, Aline afirma que o atendimento recebido no HGG tem sido satisfatório, mas considera que o hospital não dispõe da estrutura necessária para o tratamento especializado de que o adolescente necessita. Ela diz que encontrou uma clínica em Salvador que poderia recebê-lo, porém a unidade dependeria de parceria com o município e o Estado.

A mãe afirma ainda que procurou o prefeito Nal Azevedo antes da internação e recebeu a promessa de que haveria ajuda. Segundo ela, posteriormente foi encaminhada à Assistência Social do município, mas, após alguns dias, a transferência ainda não havia sido viabilizada.

O caso ganhou repercussão em Guanambi após um episódio ocorrido em maio, quando, segundo relatos, o adolescente teria arremessado uma pedra contra uma ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). A mãe afirma que o filho já havia se envolvido em outras ocorrências antes da internação.

Aline pede que as autoridades responsáveis encontrem uma unidade adequada para receber o adolescente e dar continuidade ao tratamento. “Minha vida parou. Estou aqui há 11 dias e não saio para nada. Só vão tomar providência quando acontecer algo?”, questionou.

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