Jaques Wagner acusa ACM Neto e João Roma de esconderem apoio a Flávio Bolsonaro na Bahia

O senador reeleito Jaques Wagner (PT) acusou ACM Neto (União Brasil) e João Roma (PL) de evitarem dar visibilidade à aproximação política com o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) durante a campanha eleitoral na Bahia. Em entrevista à rádio Piatã FM, nesta sexta-feira (9), o petista afirmou que os dois políticos teriam evitado mencionar o presidenciável por considerarem que a associação poderia prejudicar suas estratégias eleitorais.

Durante a entrevista, Wagner também comentou a possibilidade de o apoio de ACM Neto a Flávio Bolsonaro envolver negociações por cargos em um eventual governo federal. O senador afirmou que não tinha elementos para confirmar essa hipótese, mas não descartou a possibilidade. “Eu não vou afirmar para não ser leviano, mas é uma hipótese”, declarou.

Ao comentar a atuação de João Roma, presidente estadual do PL e aliado histórico do bolsonarismo, Wagner afirmou que o dirigente também teria dado pouco destaque ao nome de Flávio durante a disputa. Na avaliação do senador petista, a postura dos dois oposicionistas seria contraditória diante da aproximação com o grupo político ligado ao ex-presidente Jair Bolsonaro.

Na discussão sobre a relação entre Bahia e governo federal, Wagner defendeu a manutenção da articulação institucional entre as administrações estadual e nacional. Ele citou dificuldades na execução de projetos durante o governo Bolsonaro, entre 2019 e 2022, mencionando recursos para o metrô, obras na estrada entre Ilhéus e Itabuna e a interrupção do programa Minha Casa, Minha Vida.

Em outro trecho da entrevista, o senador rebateu declarações sobre uma possível derrota política do PT na Bahia e lembrou que ACM Neto perdeu a disputa pelo governo estadual em 2022. Wagner questionou se um eventual governo federal de oposição ao PT manteria uma relação de cooperação com o estado e afirmou que o alinhamento institucional seria importante para a execução de projetos baianos.

Ainda durante a conversa, Wagner criticou a comparação entre o Brasil e a Argentina feita por adversários do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O senador afirmou que pretende ampliar a publicação de vídeos nas redes sociais para contestar esse argumento. Ele também condenou a declaração do comentarista político Rodrigo Constantino, que chamou a Bahia de “câncer do Brasil” ao criticar a votação de Lula no estado, classificando a fala como preconceituosa e defendendo que o caso seja levado à Justiça.

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