
O presidente de honra do MDB da Bahia, Lúcio Vieira Lima, questionou nesta terça-feira (13) as especulações sobre uma possível indicação do ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil) para um ministério em um eventual governo de Flávio Bolsonaro (PL). Para o emedebista, a influência eleitoral do ex-prefeito na Bahia seria um fator importante para avaliar uma eventual participação na administração federal.
“Estão dizendo que Neto será ministro. Mas o que mede isso? É a quantidade de votos, não é?”, questionou Lúcio. Ele também citou o ex-ministro João Roma (PL) e o senador Angelo Coronel (Republicanos) como apoiadores de Flávio Bolsonaro e afirmou que o resultado do segundo turno na Bahia poderá influenciar as articulações políticas.
Na avaliação do dirigente do MDB, o desempenho eleitoral de ACM Neto na disputa presidencial também poderá repercutir no cenário político baiano. Lúcio relacionou o resultado das eleições estaduais à disputa pela Prefeitura de Salvador em 2028 e afirmou que a diferença de votos entre Neto e o governador reeleito Jerônimo Rodrigues (PT) na capital ficou abaixo dos 500 mil votos esperados pelo grupo oposicionista.
Ao avaliar o desempenho do MDB nas eleições, Lúcio lamentou a derrota do primo Jayme Vieira Lima, que recebeu mais de 115 mil votos, mas não conquistou uma vaga na Câmara dos Deputados. Por outro lado, destacou a reeleição de Ricardo Maia, a eleição de dois deputados estaduais da legenda e a vitória de Geraldo Júnior para a vice-governadoria.
Sobre a participação do MDB no próximo governo estadual, Lúcio afirmou que pretende discutir espaços na administração de Jerônimo Rodrigues. Segundo ele, porém, a prioridade neste momento é a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no segundo turno da eleição presidencial.
O dirigente também observou que a disputa por cargos no governo estadual poderá se intensificar diante das mudanças na composição política após as eleições. As articulações, segundo o cenário descrito por ele, dependerão também do resultado da votação presidencial.