
A Polícia Civil da Bahia confirmou a localização de ossadas humanas em uma residência ligada a um dos suspeitos do sequestro do bebê Noah, de 11 meses, caso que mobilizou as forças de segurança no sudoeste baiano. O imóvel fica em Vitória da Conquista e foi atingido por um incêndio na noite de quinta-feira (15). A identificação dos restos mortais e as circunstâncias em que chegaram ao local ainda dependem de exames periciais e da investigação policial.
De acordo com informações divulgadas pela Polícia Civil, o material foi localizado durante os trabalhos periciais no imóvel, cuja posse é atribuída a Gildemar Alves dos Santos, conhecido como Gil, um dos dois homens presos sob suspeita de participação no sequestro. O Departamento de Polícia Técnica (DPT) foi acionado para realizar exames capazes de esclarecer a natureza e a procedência dos restos ósseos.
Incêndio ocorreu na Rua Guilherme Aguiar, dois dias após o desaparecimento da criança. Equipes do Corpo de Bombeiros foram mobilizadas e conseguiram controlar as chamas. A Polícia Civil investiga as circunstâncias do fogo e apura a hipótese de que o imóvel tenha sido incendiado intencionalmente, mas a autoria e a motivação ainda não foram confirmadas.
O caso ganhou repercussão após Noah ser sequestrado na noite de terça-feira (13), enquanto brincava com os irmãos em uma praça na localidade de Ponto de Astério, em Firmino Alves. O bebê foi encontrado na manhã de quarta-feira (14), em uma cabana na Praia do Sul, em Ilhéus, e devolvido à família após ser localizado pelas forças de segurança.
Na mesma quarta-feira, Gildemar Alves dos Santos e Maianderson da Silva foram presos nas proximidades de Ibicuí, suspeitos de envolvimento no sequestro. A Justiça manteve as prisões após audiência de custódia, enquanto a investigação prossegue para esclarecer a participação individual de cada um. Até o momento, não há confirmação de que os restos ósseos encontrados no imóvel tenham relação com o sequestro ou com outra ocorrência criminal.