
Internação de um gerente do Banco Santander, em Porto Seguro, gerou comoção e reacendeu o debate sobre saúde mental no trabalho. Familiares e pessoas próximas associam o colapso psicológico a uma rotina de pressão intensa, perseguição e práticas abusivas dentro da agência. O caso ganhou repercussão após a divulgação de uma carta de despedida deixada pelo bancário antes da internação.
Na carta, o gerente relata mudanças na gestão a partir de abril e descreve cobranças excessivas por metas, vigilância constante, ameaças veladas e isolamento profissional. Segundo o texto, o ambiente tornou-se hostil e passou a afetar diretamente sua saúde, com sintomas como insônia persistente, perda de apetite e emagrecimento acentuado, apesar das tentativas de manter o desempenho exigido.
Ao justificar a decisão de tornar o relato público, o bancário afirma que o fez “por todos os bancários” que enfrentam situações semelhantes. O caso ocorre em meio ao debate sobre assédio moral no setor financeiro e seus impactos na saúde mental. O gerente segue internado sob cuidados médicos. Até o momento, o Banco Santander não se manifestou.