Lula demonstra preocupação com falas de Trump sobre Colômbia e Cuba e vê vice no comando da Venezuela

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou preocupação, neste sábado (3), com declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, envolvendo Colômbia e Cuba. Nos bastidores, Lula avaliou que as falas representam ameaça à estabilidade da América Latina, em meio à operação americana na Venezuela.

Durante entrevista sobre a ação militar em Caracas, Trump citou o presidente colombiano Gustavo Petro e afirmou que voltará a falar sobre Cuba. As declarações foram interpretadas por auxiliares do Planalto como sinal de escalada de tensão na região, com possíveis reflexos políticos e diplomáticos.

Em reunião remota com ministros, iniciada no fim da tarde, Lula pediu acompanhamento rigoroso dos desdobramentos da intervenção, sobretudo na fronteira com o Brasil. O presidente orientou cautela e reforçou a necessidade de informações detalhadas antes de qualquer posicionamento prático.

Segundo participantes do encontro, a avaliação interna é de que a vice-presidente Delcy Rodríguez passou a exercer, na prática, o comando da Venezuela. A leitura considera falas de Trump sobre transição e o apoio político demonstrado por Delcy ao reunir o conselho venezuelano ainda no sábado.

Para Lula, a operação americana cria um precedente perigoso para o continente. O presidente recomendou que o Brasil adote postura crítica na reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU, marcada para segunda-feira (5), a pedido da Colômbia.

Na visão de integrantes do governo, Trump deixou claro o interesse no petróleo venezuelano. O presidente americano afirmou que os EUA vão governar o país até uma transição e que a produção voltará a fluir sob comando de petroleiras norte-americanas.

Pela manhã, Lula determinou que ministros buscassem mais dados sobre a captura de Nicolás Maduro e o contexto político da operação. Ele quer entender os próximos passos após a destituição do líder venezuelano e os impactos para a relação bilateral com o Brasil.

Ainda há lacunas sobre o papel das Forças Armadas venezuelanas. Aliados do presidente demonstram dúvidas sobre eventual rendição militar, após Trump descartar a oposição e falar em transição com apoio dos quartéis.

Nas redes sociais, Lula repudiou os ataques dos EUA e afirmou que ultrapassam uma linha “inaceitável”. O presidente disse que ações militares violam o direito internacional e ampliam riscos de violência, caos e instabilidade global.

O governo brasileiro reiterou que não faz defesa enfática de Maduro e se colocou à disposição para apoiar uma saída negociada. A intervenção dos EUA é considerada a maior contra a América Latina em décadas, segundo avaliação de integrantes do Planalto.

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