
Publicitários que comandaram campanhas presidenciais do PT no Brasil, João Santana e Mônica Moura teriam recebido mais de US$ 10 milhões de forma irregular para atuar em campanhas eleitorais na Venezuela. A informação aponta que os pagamentos ocorreram durante a disputa presidencial de 2012, vencida por Hugo Chávez, com participação direta de Nicolás Maduro.
À época, Maduro ocupava o cargo de ministro das Relações Exteriores e teria sido o responsável por repassar os valores ao casal. Segundo relatos, os pagamentos ocorreram de forma parcelada, semanal e em dinheiro, sem contrato formal. Os marqueteiros teriam sido indicados por políticos do PT, mas o contato inicial com Chávez teria ocorrido diretamente por Lula.
Além disso, João Santana e Mônica Moura também participaram da primeira campanha presidencial de Nicolás Maduro, em 2013, após a morte de Chávez. A atuação reforçou a relação política e estratégica entre os governos brasileiro e venezuelano naquele período, segundo informações publicadas pelo site Poder360.
Em depoimento prestado à Operação Lava Jato, em 2015, Mônica Moura afirmou que o casal cobrou US$ 35 milhões pelos serviços, mas recebeu apenas parte do valor. Ela declarou que todo o pagamento ocorreu via caixa dois, com recursos oriundos de políticos venezuelanos, repassados por Maduro, e de duas empreiteiras.