
Articulação política para as eleições de 2026 na Bahia avançou nesta segunda-feira (5). O senador Jaques Wagner (PT), candidato à reeleição, afirmou que o grupo governista trabalha para formar uma chapa unificada e descartou divisões internas. Segundo ele, o diálogo entre os partidos segue firme e deve resultar em um acordo capaz de manter a base coesa no próximo pleito.
Durante entrevista à Rádio Continental, Wagner destacou o histórico de estabilidade da aliança que governa o estado há quase duas décadas. O senador afirmou que todos os partidos aliados cresceram politicamente ao longo dos anos e disse ter confiança de que o grupo encontrará um denominador comum para a composição da chapa majoritária em 2026.
Nos bastidores, a expectativa é que a chapa para o Senado reúna o próprio Jaques Wagner, o senador Angelo Coronel (PSD) e o ministro da Casa Civil, Rui Costa (PT). O desenho, porém, tem provocado desconforto no PSD, já que Coronel avalia que uma composição com maioria petista reduz o espaço dos aliados na disputa eleitoral.
Publicamente, Angelo Coronel já reagiu ao cenário. O senador afirmou que não abre mão da tentativa de reeleição e cobrou bom senso do governador Jerônimo Rodrigues na condução das negociações. Segundo ele, uma chapa considerada “puro-sangue” dificulta a permanência de partidos aliados na base governista.
Ao analisar o cenário nacional e estadual, Wagner demonstrou otimismo com o desempenho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do governador Jerônimo Rodrigues. Para o senador, ambos mantêm ritmo intenso de trabalho e devem chegar fortalecidos às eleições, tanto na Bahia quanto no plano nacional.
Na avaliação do petista, o ambiente político favorece o grupo governista. Wagner afirmou que Lula inicia 2026 com expectativas positivas, enquanto Jerônimo amplia presença no interior do estado. O senador acredita que esse conjunto de fatores criará condições competitivas para a disputa eleitoral do próximo ano