
Novos esclarecimentos sobre o assassinato de Kelli Amorim foram apresentados pela Polícia Civil nesta segunda-feira (5). Em entrevista à TV Cabrália, o delegado Victor Anísio afirmou que, após as primeiras diligências, a investigação passou a tratar o caso como crime passional, afastando, neste momento, a tipificação de feminicídio.
Inicialmente, a polícia considerou a hipótese de feminicídio diante da gravidade do crime. Com a chegada das equipes ao local e o avanço das apurações, os investigadores concluíram que a violência não partiu de parceiro íntimo ou ex-parceiro da vítima, requisito legal para o enquadramento nesse tipo penal.
Conforme explicou o delegado, a principal suspeita é a atual companheira do ex-namorado de Kelli. A motivação, segundo a linha investigativa, estaria relacionada a ciúmes. A mulher foi presa em flagrante e permanece à disposição da Justiça enquanto o inquérito avança.
Enquanto isso, a comoção tomou conta de Vitória da Conquista durante o velório e o sepultamento da jovem. Familiares, amigos e moradores se reuniram para prestar homenagens, em um clima de dor, revolta e pedidos por justiça diante da brutalidade do crime.
Kelli foi morta diante do próprio filho, de apenas 3 anos, fato que intensificou o impacto emocional do caso na comunidade. A criança agora está sob os cuidados de familiares, que recebem apoio de pessoas próximas e de serviços de assistência.
O caso reacende o debate sobre a violência contra a mulher e a necessidade de ações preventivas mais eficazes, além de suporte psicológico às vítimas indiretas. A Polícia Civil segue reunindo provas para concluir o inquérito e encaminhá-lo ao Poder Judiciário.