
Revelação de documentos oficiais reacendeu um dos casos mais famosos da ufologia brasileira. O Superior Tribunal Militar divulgou inquéritos que concluem que o suposto ET de Varginha nunca existiu. Segundo a apuração, o episódio foi resultado de boatos e relatos distorcidos criados por moradores da cidade mineira.
Segundo os documentos das Forças Armadas, a figura apontada como extraterrestre era, na verdade, um homem com transtornos mentais que circulava pela cidade. A investigação afirma que não houve qualquer evidência de criatura alienígena nem operação secreta envolvendo militares ou órgãos federais.
Conforme a apuração oficial, o primeiro avistamento ocorreu em um dia de forte chuva. Na ocasião, meninas relataram ter visto uma figura estranha próxima a um muro. Os investigadores concluíram que elas podem ter confundido o morador, que costumava ficar agachado, com um suposto ser extraterrestre.
Durante o inquérito, o STM reuniu cerca de 600 páginas divididas em dois processos. Ufólogos responsáveis pelo livro “Incidente em Varginha” prestaram depoimentos, assim como militares citados em versões populares, incluindo relatos sobre viaturas e suposta captura do alienígena.
Após três décadas, o tribunal concluiu que não houve participação do Exército nem qualquer ação encoberta. Para o STM, o caso do ET de Varginha se consolidou como uma narrativa alimentada por boatos, interpretações equivocadas e repercussão midiática, sem base em fatos comprovados.