Prefeito afastado de Riacho de Santana vira alvo do MPF por suspeita de improbidade administrativa

Riacho de Santana voltou ao centro das investigações federais. O Ministério Público Federal abriu inquérito civil para apurar suspeitas de improbidade administrativa na gestão do prefeito afastado João Vitor Martins Laranjeira (PSD). A apuração envolve contratos firmados com recursos federais e possíveis irregularidades na administração municipal.

Investigação foi formalizada por portaria assinada pelo procurador da República Robert Rigobert Lucht e publicada na quinta-feira (8). João Vitor está afastado do cargo desde novembro de 2025, após operação da Polícia Federal que apura a atuação de uma organização criminosa suspeita de fraudes em licitações, desvio de recursos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro.

Segundo o MPF, o inquérito vai analisar a contratação da empresa JFS Serviços Combinados por meio de adesão a uma ata de pregão eletrônico de outro estado. Há indícios de burla ao concurso público, abuso de poder político, irregularidades licitatórias e terceirização ilícita de mão de obra no município baiano.

Apuração também inclui possível uso irregular de recursos federais do Sistema Único de Saúde. De acordo com o Ministério Público, os valores investigados pertencem ao bloco de financiamento da Manutenção das Ações e Serviços Públicos de Saúde, o que atrai a competência federal para o caso.

Origem do inquérito está ligada a um procedimento preparatório instaurado após denúncia de irregularidades em um pregão eletrônico realizado pela Prefeitura de Lago da Pedra, no Maranhão. A partir dessa ata, a empresa investigada teria sido contratada pela Prefeitura de Riacho de Santana.

Com o avanço das apurações, o MPF entendeu que o prazo do procedimento inicial se esgotou e que seriam necessárias diligências mais aprofundadas. Por isso, o caso foi convertido em inquérito civil público para ampliar a coleta de provas e o esclarecimento dos fatos.

Investigações também apuram a relação política entre João Vitor e o deputado federal Dal Barreto (União Brasil). Segundo os autos, há indícios de que os dois seriam sócios. O parlamentar também foi alvo da operação, teve o celular apreendido e mantinha contato frequente com o prefeito afastado.

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