
Mesmo aparecendo atrás de ACM Neto nas pesquisas, o governador da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), afirmou que não se orienta por levantamentos eleitorais e reforçou confiança na reeleição. Em entrevista à revista Veja, ele disse que o cenário estadual estará ligado à disputa presidencial e destacou o peso político do presidente Lula na Bahia.
Ao citar o histórico recente do PT, Jerônimo lembrou que nem ele nem seus antecessores, Jaques Wagner e Rui Costa, lideravam pesquisas quando venceram eleições. Segundo o governador, o partido venceu cinco disputas consecutivas sem favoritismo prévio, o que reforça a avaliação de que sondagens não definem o resultado final das urnas.
Durante a entrevista, o governador enfatizou a estratégia de intensificar agendas no interior como resposta política. Ele afirmou já ter visitado 370 dos 417 municípios baianos, com entregas em áreas como saúde, educação, estradas, água e segurança pública, além da construção de novos compromissos com prefeitos aliados.
Sobre a composição da chapa, Jerônimo afastou qualquer possibilidade de Rui Costa encabeçar a candidatura ao governo. Disse que a reeleição é prioridade pessoal e que o ministro da Casa Civil tem postura clara voltada para uma disputa ao Senado, encerrando especulações sobre troca de protagonismo dentro do grupo.
Nos bastidores, o PT avalia uma chapa “puro-sangue”, com Jerônimo no governo e Rui Costa e Jaques Wagner disputando as duas vagas ao Senado. Caso avance, o formato pode excluir o senador Angelo Coronel (PSD), o que exige articulação para evitar rachas e manter a base aliada unida.
Segundo Jerônimo, as conversas seguem abertas para garantir uma chapa competitiva sem desorganizar a coligação. O governador reforçou que o foco central do grupo é a reeleição de Lula e que a pluralidade de nomes para o Senado não impede a construção de consenso político até o fechamento das alianças.