
Insatisfação tomou conta dos profissionais da Educação de Jussiape após sucessivos atrasos no pagamento dos salários durante a atual gestão municipal. Servidores relatam que os vencimentos vêm sendo depositados além do prazo legal de cinco dias úteis, sempre no início do mês, o que compromete o planejamento financeiro e gera insegurança entre os trabalhadores.
Além disso, os educadores denunciam falta de isonomia nos pagamentos. Parte da categoria recebe os salários antes, enquanto outros aguardam datas posteriores. A situação, segundo relatos, se tornou rotina e aprofundou o sentimento de injustiça dentro da rede municipal de ensino.
Conforme o diretor da APLB-Sindicato em Jussiape, professor Dourival Caires, o cenário piorou no fim do ano. Servidores passaram a virada sem receber salários, houve pagamentos parciais, casos de não quitação do mês de dezembro e ausência do terço constitucional de férias em alguns contracheques.
Diante do quadro, o setor jurídico da APLB decidiu acionar o Poder Judiciário. A entidade ingressou com um Mandado de Segurança Coletivo para exigir que o município cumpra o prazo legal e realize os pagamentos de forma uniforme. O processo tramita desde 14 de outubro de 2024.
Enquanto isso, a categoria aguarda a decisão judicial com indignação. Em 16 de dezembro, o juiz concedeu prazo de dez dias para manifestação da Prefeitura. Professores afirmam que o atraso recorrente reflete descaso da administração municipal com a Educação e com os servidores.