
Conquista ganhou novos detalhes sobre a fábrica clandestina de bebidas desarticulada pela Polícia Civil no bairro Boa Vista. A ação ocorreu na tarde de quarta-feira (14), durante a Operação Potabilidade. No imóvel, agentes flagraram a produção irregular de refrigerantes e outras bebidas, sem qualquer autorização legal e em condições sanitárias consideradas inadequadas, o que elevou o risco à saúde pública.
Durante a fiscalização, investigadores encontraram garrafas vazias com rótulos reutilizados, insumos armazenados de forma irregular e equipamentos usados na fabricação. O Ministério da Agricultura interditou o local e apreendeu mais de 1,6 mil garrafas prontas, além de rótulos, tampinhas e matérias-primas. Um veículo usado na distribuição e documentos também foram recolhidos para aprofundar as apurações.
Nesta quinta-feira (15), o proprietário do estabelecimento se apresentou espontaneamente à delegacia, acompanhado de advogada. Em depoimento, ele confessou ser o responsável pela fábrica e admitiu que produzia refrigerantes de forma ilegal há cerca de dez anos. Segundo a investigação, cada fardo era vendido por R$ 20, valor equivalente a R$ 1,66 por unidade, sem emissão de nota fiscal.
Segundo a Polícia Civil, a distribuição ocorria principalmente para atacadistas de Poções, Planalto, Barra do Choça e para o Ceasa de Vitória da Conquista. O rótulo do produto passou a ser divulgado pelas autoridades para que consumidores denunciem à Vigilância Sanitária caso encontrem a bebida à venda no comércio. A investigação segue para identificar outros envolvidos.