
A Polícia prendeu neste domingo (18), em Ilha Grande, no Rio de Janeiro, Tiago da Silva Rocha, conhecido como “Tiba”. Ele é apontado como um dos principais articuladores da fuga em massa no Conjunto Penal de Eunápolis e do atentado contra o então diretor da unidade, Jorge Magno Alves, crime que teve repercussão nacional.
Segundo as investigações, Tiba ocupa posição estratégica em uma facção criminosa com atuação em Eunápolis e em cidades do extremo sul da Bahia. Os investigadores o descrevem como líder logístico do grupo, responsável por coordenar envio de drogas, armas e outros materiais ilícitos, além de organizar rotas, distribuição e pagamentos aos integrantes.
A prisão ocorreu após uma operação integrada que envolveu o Ministério Público da Bahia, a Secretaria da Segurança Pública e as Polícias Civis da Bahia e do Rio de Janeiro, além da Polícia Militar fluminense. A ação permitiu mapear a estrutura da organização criminosa e reunir provas que ligam o suspeito diretamente à fuga registrada em dezembro de 2024.
Conforme apuração, além de participar do planejamento da evasão dos presos, Tiba também teria envolvimento no atentado contra o ex-diretor do presídio. O ataque aconteceu após a fuga e aumentou a pressão das forças de segurança para identificar os responsáveis pelo episódio.
A fuga em massa ocorreu na noite de 12 de dezembro de 2024, quando 16 detentos escaparam do Conjunto Penal de Eunápolis após a invasão de homens armados. Houve intensa troca de tiros com a equipe de segurança, um cão de guarda morreu e um fuzil calibre 5.56, além de munições, foi abandonado no local.
Mais de um ano após o crime, apenas um dos foragidos foi recapturado. Outros dois morreram em confrontos com a polícia, enquanto 13 continuam sendo procurados. As investigações seguem para identificar novos envolvidos e localizar os presos que permanecem foragidos.