
Ação judicial foi movida pelo deputado estadual Nelson Leal (PP) contra o senador Jaques Wagner (PT) após a divulgação do que o parlamentar classificou como pesquisa eleitoral falsa sobre o Governo da Bahia. O caso ganhou repercussão nesta quarta-feira (21) e elevou a tensão entre aliados e opositores no cenário político estadual.
Durante entrevista à TV Baiana, Wagner afirmou que o instituto AtlasIntel teria realizado um levantamento recente indicando vitória do governador Jerônimo Rodrigues ainda no primeiro turno, com 54% dos votos. A declaração foi feita como se o dado tivesse respaldo técnico e metodológico do instituto citado.
No entanto, a AtlasIntel negou a existência da pesquisa. Em declaração ao jornal Correio, o chefe de Risco Político e Análise Política do instituto, Yuri Sanches, afirmou que nenhum levantamento com esse conteúdo foi produzido, contrariando diretamente a fala do senador petista.
Diante da negativa oficial, Nelson Leal reagiu e anunciou que recorreu à Justiça contra Jaques Wagner. O deputado classificou o episódio como grave e acusou o senador de agir com irresponsabilidade ao divulgar uma informação que não corresponde à realidade.
Para Leal, o caso ganha contornos ainda mais sérios pelo cargo ocupado por Wagner. Segundo o deputado, espalhar fake news é crime, sobretudo quando parte de um senador da República e líder do governo no Senado, alguém que deveria zelar pela veracidade das informações públicas.
Além das críticas políticas, Leal destacou que a legislação prevê punições para quem divulga informações falsas. Ele afirmou que pessoas com mandato eletivo podem responder por crimes contra a honra e até por crime de responsabilidade, a depender da gravidade e dos impactos da conduta.
Com a judicialização do episódio, o caso deve avançar para análise do Judiciário e promete ampliar o debate sobre desinformação, responsabilidade institucional e o uso político de pesquisas eleitorais no período pré-eleitoral.