
Projeto coloca Igaporã, na Região de Guanambi, no mapa da tecnologia nacional. A Renova Energia confirmou a implantação do seu primeiro data center no município, com início de operação previsto para o primeiro trimestre de 2026. Estudos técnicos já aprovados pelo Ministério de Minas e Energia liberaram a conexão ao Sistema Interligado Nacional, destravando o avanço do empreendimento.
Batizada de Satoshi I_A, a primeira estrutura faz parte do Projeto Satoshi I e será ligada à subestação Igaporã II. A instalação terá carga inicial de até 5 MW e previsão de operação plena em abril. A empresa vê o cronograma como estratégico para atender a demanda crescente por infraestrutura digital no país.
Investimento total estimado em R$ 900 milhões engloba data centers em Igaporã e Caetité. A proposta integra tecnologia e energia limpa, aproveitando a força do complexo eólico local. Segundo a Renova, toda a operação será abastecida por fontes renováveis, como energia eólica e solar.
Planejamento inicial prevê até 85 MW de capacidade energética para os primeiros data centers, classificados como Tier 1. Já na fase inicial, a expectativa é gerar cerca de 120 empregos diretos e indiretos. A empresa aposta no impacto econômico como motor de transformação regional.
Estratégia da Renova envolve uso da infraestrutura elétrica já existente para conectar novos consumidores diretamente à subestação. Em entrevista ao setor, o CEO Sergio Brasil afirmou que a companhia pretende oferecer uma solução completa, unindo fornecimento de energia e infraestrutura digital em um único modelo de cobrança.
Conceito de “Cidade Data Center” amplia o alcance do projeto. A iniciativa prevê conectividade de alta performance, formação profissional em tecnologia, inovação, pesquisa e desenvolvimento. A meta é criar um ecossistema capaz de impulsionar o crescimento econômico local e preparar mão de obra especializada.
Cenário corporativo também influencia o movimento. A Renova passa por processo de reenquadramento na B3 após ações serem negociadas abaixo de R$ 1. Pela regra, empresas não podem permanecer nesse patamar por mais de 30 pregões, o que aumenta a pressão por projetos robustos e estratégicos.