
Tensão marcou o PSD baiano nesta quinta-feira (29), após rumores de que o senador Angelo Coronel estaria articulando para assumir a presidência estadual do partido. O presidente da sigla, Otto Alencar, respondeu com um discurso que misturou conciliação e mensagens claras sobre lealdade e prioridade ao projeto coletivo.
Entrevista concedida ao bahia.ba mostrou Otto relativizando disputas individuais e lembrando sua própria trajetória política. Ele destacou que cargos não devem ser tratados como perdas pessoais e defendeu que decisões partidárias precisam priorizar o grupo, a causa e o projeto que “está dando certo para a Bahia”.
Relembrou o episódio de 2018, quando Coronel assumiu o Senado enquanto a senadora Lídice da Mata abriu mão da reeleição por estratégia de grupo. Segundo Otto, a situação ilustra a importância de priorizar coalizão e sentimento coletivo sobre ambições pessoais, reforçando a expectativa de que Coronel respeite o mesmo princípio.
Mensagens indiretas sobre lealdade e alinhamento político foram reforçadas ao comentar declaração do ministro Rui Costa sobre a valorização de cargos de suplente, interpretada como uma crítica velada às movimentações de Coronel dentro da sigla. Otto insistiu que decisões isoladas podem prejudicar o projeto coletivo.
Relações pessoais, segundo Otto, permanecem intactas. Ele afirmou não guardar mágoa e ter vínculo de mais de 30 anos com Coronel e sua família, mas demarcou limites entre amizade e política: “A política é assim, ela junta e às vezes aparta também”, concluiu, sintetizando o momento e reforçando que o projeto coletivo prevalece.