
Investigação da Polícia Federal avança com uma perícia de alta complexidade para acessar o celular de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O aparelho foi apreendido na Operação Compliance Zero, mas segue bloqueado após o banqueiro se recusar a fornecer a senha, sob a alegação de risco à exposição de relações pessoais.
Mesmo com a negativa, peritos já conseguiram extrair dados de outros dispositivos ligados ao investigado. Materiais de familiares, ex-sócios e do investidor Nelson Tanure foram acessados em uma área restrita do Instituto Nacional de Criminalística e enviados à Procuradoria-Geral da República, segundo reportagem do jornal O Globo.
Tecnologia de ponta sustenta a estratégia da PF. Softwares avançados de quebra de senha, um israelense e outro americano, permitem acesso a sistemas iOS e Android. Peritos com experiência em grandes operações, como a Lava-Jato, conduzem o trabalho sob rígidos protocolos de preservação da cadeia de custódia.
No caso do iPhone de última geração de Vorcaro, a análise pode levar mais tempo devido às barreiras tecnológicas. A expectativa dos investigadores é concluir a extração entre uma semana e um mês, tratando o conteúdo digital como uma verdadeira cena de crime.
Mensagens, áudios e arquivos recuperados podem definir os rumos do inquérito no Supremo Tribunal Federal. O relator, ministro Dias Toffoli, avalia enviar o caso à primeira instância após o fim das investigações, que miram grupos de WhatsApp, planilhas financeiras e dados apagados ligados ao Banco Master.