
Pressão interna marcou os últimos movimentos do Avante na base aliada do governador Jerônimo Rodrigues (PT). Até então fora do centro das negociações, o partido decidiu reagir e passou a cobrar espaço na chapa majoritária de 2026, alegando força política no interior e maior capilaridade que aliados tradicionais, o que elevou a tensão nos bastidores.
Nos cálculos da sigla, o peso eleitoral virou argumento central. Atualmente, o Avante reúne mais de 70 prefeitos alinhados ao governo estadual, número que supera com folga o do MDB, principal concorrente pela vaga de vice. Dirigentes avaliam que essa presença territorial precisa ser refletida na composição da chapa governista.
Até recentemente, a expectativa era de que Ronaldo Carletto fosse acomodado como suplente ao Senado, possivelmente na chapa de Rui Costa. Contudo, novas articulações ganharam força e abriram caminho para um movimento mais ousado, com o Avante cogitando disputar diretamente a vice-governadoria e enfrentar o espaço hoje ocupado pelo MDB.
Reuniões previstas para os próximos dias devem definir o rumo da legenda. Apesar do avanço das conversas, aliados admitem que o cenário ainda está aberto. Do outro lado, o MDB mantém posição firme e já avisou ao Palácio de Ondina que considera inegociável a permanência de Geraldo Júnior como vice, o que promete acirrar ainda mais a disputa interna.