
Espera prolongada revolta moradores da localidade de Extrema, na zona rural de Piatã, na Chapada Diamantina. Treze residências seguem sem energia elétrica desde 2018, quando foi protocolado pedido de extensão de rede junto à Coelba. A comunidade afirma que, após quase oito anos, nenhuma obra foi iniciada.
Documento emitido em 14 de setembro de 2018 comprova o protocolo nº 9101215235. A solicitação partiu da Secretaria de Infraestrutura e previa investimento estimado em R$ 494.916,31 dentro do Plano de Universalização de Energia do Governo Federal, com prazo de execução até o fim de 2020.
Prazo expirou e o projeto não saiu do papel. Moradores relatam cobranças frequentes à concessionária, mas dizem que não houve avanço prático. Atualmente, o principal entrave apontado é a falta de liberação ambiental necessária para início da obra.
Reclamação formal foi registrada em 13 de outubro de 2025, às 8h45, sob o protocolo 70002428700. O pedido solicitava esclarecimentos sobre a pendência ambiental e providências urgentes. Até agora, segundo a comunidade, não houve resposta conclusiva.
Indignação cresce entre as famílias afetadas. “Já são quase oito anos esperando. A gente cobra o estudo ambiental e ninguém aparece. Ficamos sem resposta e sem energia”, relatou um morador que denunciou o caso à rádio local.
Direito básico segue negado, afirmam os moradores. A comunidade cobra agilidade dos órgãos ambientais e da concessionária para garantir acesso à eletricidade, considerado essencial para segurança, desenvolvimento e qualidade de vida na zona rural. A reportagem permanece aberta para posicionamento da Coelba e das autoridades responsáveis.