
Declaração do deputado estadual Adolfo Menezes elevou o tom do debate político na Bahia. Durante cerimônia de entrega de viaturas realizada pelo governador no Jardim de Alah, em Salvador, o parlamentar criticou ministros do Supremo Tribunal Federal após desdobramentos do chamado caso Master.
Alvo das críticas, Alexandre de Moraes e Dias Toffoli foram citados por Adolfo ao comentar investigação que envolve o Banco Master. O deputado classificou como “uma vergonha” a situação noticiada e afirmou que o país vive momento delicado ao ver integrantes do topo do Judiciário associados a suspeitas investigadas pela Polícia Federal.
Relatoria do inquérito está sob responsabilidade de Toffoli no STF. A Polícia Federal apontou a existência de mensagens trocadas entre o ministro e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o que gerou questionamentos sobre eventual imparcialidade. Moraes foi citado indiretamente porque a esposa dele, Viviane Barci, manteve contrato de prestação de serviços jurídicos com a instituição.
Críticas de Adolfo incluíram menção a um suposto rombo bilionário atribuído ao banco. O parlamentar afirmou que valores poderiam chegar a R$ 60 bilhões e cobrou apuração rigorosa. Segundo ele, autoridades e figuras influentes teriam dado sustentação ao empresário investigado, o que exigiria abertura completa das informações do caso.
Repercussão do episódio amplia tensão entre setores políticos e integrantes do Judiciário. Até o momento, não houve decisão judicial que comprove irregularidades por parte dos ministros citados. O caso segue sob investigação, e eventuais responsabilidades ainda dependem de apuração oficial.