
Música brasileira amanheceu de luto neste sábado (14) com a morte do cantor Osvaldo Bezerra, conhecido nacionalmente como Rei do Brega. O artista faleceu aos 93 anos no Hospital Municipal de Professor Magalhães Neto em Brumado, onde estava internado após agravamento do estado de saúde. A notícia abalou admiradores e reacendeu a memória de uma trajetória marcada por talento e superação.
Natural de Limoeiro do Norte, no Ceará, Osvaldo Feitosa Bezerra nasceu em 5 de setembro de 1933 e construiu carreira sólida no Pará, onde ganhou reconhecimento popular e se tornou referência do chamado brega raiz. Ao longo de décadas, percorreu o Brasil levando canções românticas que atravessaram gerações e conquistaram públicos fiéis.
Juventude levou o artista ao Rio de Janeiro em 1950, período em que serviu ao Exército e iniciou apresentações em bares e programas de rádio. Participação como calouro na Rádio Tupi marcou um dos primeiros passos profissionais, quando dividiu espaço com grandes nomes da música nacional e gravou seus primeiros trabalhos.
Bahia também ocupa capítulo importante na história do cantor. Ele viveu por anos em Livramento de Nossa Senhora, onde participou de festas populares, eventos culturais e programas de rádio. Reconhecimento veio com o Título de Cidadão Livramentense concedido pela Câmara Municipal, reforçando o vínculo afetivo com a região.
Palcos de Belém consolidaram o título que o acompanharia por toda a vida. Canções como “Não Brinca Comigo” e “Sou Caminhoneiro” se tornaram marcas registradas da sua voz forte e estilo inconfundível. Outras músicas, a exemplo de “Mercado Modelo” e “Cidão no Brega”, ajudaram a eternizar o nome do artista.
Velório ocorreu em Livramento de Nossa Senhora, cidade que ele adotou como lar. Sepultamento foi realizado no Cemitério Jardim da Saudade, no bairro Taquari, reunindo familiares, amigos e fãs emocionados. Comunidade se despede de um artista simples, carismático e dono de legado que permanece vivo na cultura popular brasileira.