
O ministro da Casa Civil, Rui Costa, afirmou não ver motivos para preocupação com o desempenho do senador Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto para a Presidência, embora tenha reconhecido que o cenário nacional mantém o nível de polarização observado em 2022. Ele destacou que o eleitorado parece fechado ao diálogo, dificultando discussões construtivas.
Durante passagem pela abertura do Carnaval de Salvador, Rui afirmou que “todas as pesquisas mostram uma estabilidade grande e, infelizmente, uma polarização grande, onde as pessoas estão fechadas e não querem ouvir argumentos de ninguém”. Segundo ele, trocar nomes de candidatos não altera resultados, o que compromete o debate público e o fortalecimento da democracia.
Pesquisas recentes da Quaest mostram que, entre agosto de 2025 e fevereiro de 2026, em simulação de segundo turno contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Flávio Bolsonaro subiu de 32% para 38%, enquanto Lula recuou de 48% para 43%, mantendo a tendência de polarização e reduzindo parcialmente a diferença entre os candidatos no cenário hipotético.
Em relação à rejeição, a diferença também diminuiu: Flávio Bolsonaro passou de 60% em dezembro de 2025 para 55% em fevereiro deste ano. Lula manteve estabilidade, registrando 54% nos últimos três meses. Ministro avaliou que esses números refletem um eleitorado resistente a mudanças e alertou que o fenômeno prejudica a sociedade, tornando mais difícil a construção de consensos políticos.