
Senador Jaques Wagner admitiu que integrantes do grupo governista chegaram a avaliar a substituição do governador Jerônimo Rodrigues pelo ministro Rui Costa como candidato à reeleição na Bahia. A discussão surgiu após pesquisas eleitorais apontarem cenário desfavorável a Jerônimo, mas Wagner ressaltou que se posicionou contra a mudança, defendendo a manutenção da candidatura do atual chefe do Executivo estadual.
Wagner afirmou que a tentativa de substituir Jerônimo contrariaria o curso natural do processo político, que prevê a reeleição do governador. O senador também revelou que tratou do tema diretamente com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que apoiou a permanência de Jerônimo na disputa, respeitando a avaliação das lideranças políticas baianas e reforçando a estratégia do grupo governista.
O debate interno ganhou força após pesquisas indicarem vantagem do ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, nas intenções de voto. Levantamentos divulgados em 2025 mostraram ACM Neto com 41% e 44% das intenções de voto em agosto e novembro, respectivamente, enquanto Jerônimo Rodrigues aparecia com 34% e 35%. Os estudos também indicaram desaprovação de 50% da gestão estadual e aprovação de 48%, reforçando preocupações internas sobre a competitividade eleitoral.
Até o início do período eleitoral deste ano, novas pesquisas ainda não foram divulgadas. Todas as sondagens oficiais precisarão ser registradas na Justiça Eleitoral. Wagner destacou que, apesar das discussões internas, a estratégia do grupo permanece a manutenção de Jerônimo Rodrigues como candidato, seguindo orientação das lideranças locais e garantindo unidade política no projeto eleitoral para a Bahia.