
Desdobramentos do caso que abalou o Carnaval de Salvador mudaram o rumo da investigação nesta sexta-feira (20). O Departamento de Polícia Técnica informou que não encontrou indícios de abuso sexual na denúncia contra policiais militares no circuito Dodô, na Barra-Ondina. A Polícia Militar também declarou que a acusação inicial não procede.
Perícia conduzida pelo Departamento de Polícia Técnica da Bahia analisou vestígios biológicos, imagens de câmeras de segurança e realizou exames de corpo de delito. O diretor do órgão, Osvaldo Silva, afirmou que não foram encontrados sêmen, espermatozoides ou sinais que indiquem relação sexual recente envolvendo terceiros.
Investigadores coletaram material genético nas partes íntimas da denunciante, nas roupas usadas no dia e em outros pontos considerados estratégicos. Segundo o diretor, os perfis identificados não apontam contato recente que sustente a acusação de estupro dentro de banheiro químico instalado no circuito.
Comandante da Polícia Militar da Bahia, o coronel Magalhães declarou que a corporação apurou o caso imediatamente após a denúncia. Ele ressaltou que a Corregedoria foi acionada e destacou que a acusação envolve três policiais dentro de um banheiro químico, versão que, segundo ele, levanta dúvidas.
Denúncia surgiu após uma turista argentina afirmar que sofreu abuso na quinta-feira de Carnaval, no circuito Dodô, em Salvador. O caso ganhou repercussão nacional e mobilizou autoridades estaduais, além de gerar forte debate sobre segurança durante a festa.
Mesmo com os resultados iniciais da perícia, a Polícia Civil da Bahia informou que as investigações continuam sob segredo de Justiça. Até agora, 12 policiais militares prestaram depoimento, sendo que ao menos quatro estariam diretamente ligados à ocorrência. Todos negaram participação em qualquer crime.