
Especialistas projetam que a conta de luz residencial terá aumento real de 4% neste ano, acima da inflação prevista de 3,91%, segundo o Boletim Focus. Fatores incluem renegociação de contratos entre distribuidoras e geradoras, subsídios a fontes incentivadas e menor volume de chuvas, que pressiona reservatórios de hidrelétricas. A tendência segue o aumento de 12,3% registrado em 2025, bem acima do IPCA de 4,26%.
Encargos pagos pelos consumidores, como a Tarifa Social e subsídios a energia solar e eólica, também contribuem para a alta. Agência Nacional de Energia Elétrica projeta R$ 47,8 bilhões em subsídios em 2026, 15,4% acima de 2025. Especialistas alertam que a necessidade de acionar termelétricas mais caras pode elevar ainda mais a conta, principalmente se o fenômeno climático El Niño reduzir a chuva no Norte e Nordeste.
Histórico mostra aumento contínuo: nos últimos 15 anos, tarifa subiu 177%, de R$ 112 para R$ 310 por MWh, superando a inflação de 122% no período. Contratos de longo prazo indexados à inflação e decisões políticas em leilões, como extensão de contratos de térmicas, também pressionam preços. Consumidores residenciais seguem arcando com riscos e custos do sistema elétrico, segundo especialistas da Abraceel e ex-diretores da Aneel.