
Declaração do pastor Silas Malafaia elevou a tensão no campo bolsonarista nesta semana. Ele afirmou que Eduardo ajudaria mais a pré-campanha presidencial do irmão se permanecesse calado. Segundo o líder religioso, o ex-deputado fala “asneiras” nas redes sociais e cria desgaste desnecessário em um momento decisivo para o grupo político.
Críticas surgiram após embates públicos envolvendo também Nikolas Ferreira e Michelle Bolsonaro. Para Malafaia, Eduardo demonstra “amadorismo político” ao expor divergências internas. Ele declarou que o silêncio seria mais estratégico e fortaleceria Flávio como pré-candidato ao Planalto, evitando ruídos dentro da própria base conservadora.
Conflito começou quando Eduardo acusou Michelle e Nikolas de “amnésia” e cobrou apoio mais explícito ao irmão. O ex-deputado questionou a ausência de manifestações públicas diretas em favor de Flávio. Ele também estranhou declarações de Nikolas sobre um “projeto da direita”, sem vinculação nominal ao senador, o que ampliou o mal-estar interno.
Resposta veio rapidamente. Nikolas afirmou que Eduardo “não está bem” e negou qualquer deslealdade. O parlamentar reforçou apoio a Flávio, mas pediu respeito a Michelle, que enfrenta momento delicado com a prisão do marido, Jair Bolsonaro. Declaração buscou esfriar a crise e evitar aprofundamento das divisões públicas.
Publicação de Michelle nas redes também entrou na polêmica. Ela compartilhou imagem de banana frita, dizendo que o ex-presidente aprecia o prato. Aliados interpretaram o gesto como indireta, já que críticos chamam Eduardo de “bananinha”. O ex-deputado reagiu ao republicar mensagem de apoiador defendendo que ele e Flávio trabalham pelo país.
Dirigente do PL tentou conter danos. Valdemar Costa Neto negou racha no partido e afirmou que Michelle está dedicada à rotina familiar diante da situação do marido. Declaração procurou transmitir unidade. Mesmo assim, o episódio expôs fissuras e colocou a disputa interna sob os holofotes nacionais.