
Censo Escolar de 2025 revela que o Brasil registrou redução de 1 milhão de matrículas na educação básica entre 2024 e 2025, maior queda em quase 20 anos. Ensino médio foi o mais impactado, com queda de 5,4%, enquanto educação infantil também sofreu redução inédita desde a pandemia, segundo o MEC e o Inep.
Dados do Censo indicam 46.018.380 matrículas em 178 mil escolas públicas e privadas, 2,3% abaixo do ano anterior, quando havia 47.088.922 alunos. Última variação negativa desse porte ocorreu em 2007, com queda de 5,21%, causada por mudança na metodologia de coleta via CPF dos estudantes, impactando registros oficiais.
Redução no ensino médio surpreendeu especialistas. Rede estadual, com 8 em cada 10 alunos do nível, perdeu 428 mil matrículas, enquanto rede privada registrou leve alta de 0,6%. Indicador agregado para ensino médio chegou a 7.370.879 alunos em 2025, ante 7.790.396 no ano anterior, refletindo impacto demográfico e menor repetência.
Educação infantil também teve recuo, totalizando 9,3 milhões de alunos, contra 9,5 milhões em 2024. Crescimento foi observado na creche pública, enquanto pré-escolas tiveram redução de 3,2%. Educação de Jovens e Adultos (EJA) caiu 5,8%, reforçando tendência de retração em várias etapas do sistema educacional, especialmente na transição demográfica.
Avanços foram registrados em educação integral, com 17,6% dos alunos do ensino fundamental inicial tendo 7 horas ou mais de aulas, 20% nos anos finais e 26,8% no ensino médio público. Educação especial cresceu 18,4%, enquanto indígena teve leve recuo. Educação profissional no ensino médio saltou 24%, beneficiando 3,19 milhões de estudantes, especialmente com itinerários formativos da reforma de 2017.