
Tribunal de Justiça da Bahia (TJ‑BA) marcou para 5 de maio de 2026 o júri popular dos três acusados pelo assassinato dos professores e dirigentes sindicais Álvaro Henrique e Elisney Pereira, quase 17 anos depois do crime ocorrido em 17 de setembro de 2009 em Porto Seguro. O julgamento será no Fórum de Itabuna, no Sul do estado, e representa um dos capítulos mais aguardados de um caso que marcou a história da região.
Acusados respondem ao processo em liberdade e negam participação no crime. Pelo Ministério Público da Bahia (MP‑BA), Edésio Ferreira Lima Dantas, que era secretário municipal de Governo e Comunicação na época, é apontado como mandante do duplo homicídio. Já os policiais militares Sandoval Barbosa dos Santos e Joilson Rodrigues Barbosa, que integravam a equipe de segurança do então prefeito, teriam atuado como intermediários na contratação dos executores.
Crime ocorreu poucos dias após deflagração de greve dos professores da rede municipal em Porto Seguro. Álvaro Henrique liderava negociações salariais como presidente da APLB quando ele e o colega foram atraídos a uma área rural sob falsa informação de problema de saúde familiar, onde foram surpreendidos por uma emboscada e atingidos por disparos.
Sequência de homicídios posteriores, com características de “queima de arquivo”, também foi apontada pelo MP‑BA durante a investigação, ampliando a gravidade do caso que ficou sem julgamento por quase duas décadas. A audiência que se aproxima reunirá familiares, sindicalistas e sociedade civil, renovando expectativas de justiça pelo duplo homicídio que ainda repercute no estado