
O senador Jaques Wagner (PT), pré-candidato à reeleição ao Senado pela Bahia, afirmou que a definição do primeiro suplente de sua chapa ainda não foi concluída. Em entrevista concedida nesta quinta-feira (9) à Rádio 93 FM, de Jequié, o petista reconheceu que o PSD reivindica a vaga, mas destacou que a decisão será tomada pelo grupo político nos próximos dias, antes da convenção partidária marcada para 1º de agosto.
Segundo Wagner, as negociações seguem em andamento e ainda não há consenso sobre o nome que ocupará a suplência. O senador afirmou que a composição da chapa majoritária precisa ser definida até a convenção da federação e dos partidos aliados, prazo considerado decisivo para oficializar os candidatos que disputarão as eleições deste ano.
A discussão ganhou força após mudanças na composição da base governista. A vaga de primeiro suplente chegou a ser cotada para o deputado federal Angelo Coronel Filho, quando ele integrava o PSD. No entanto, com a saída do parlamentar do grupo para disputar as eleições ao lado da oposição, o partido passou a defender a manutenção do espaço na chapa, alegando sua representatividade política no estado.
Durante a entrevista, Wagner reconheceu a importância do PSD na aliança liderada pelo governador Jerônimo Rodrigues (PT). Segundo o senador, a legenda, presidida na Bahia por Otto Alencar, reúne o maior número de prefeitos e deputados entre os partidos da base, o que reforça a reivindicação pela indicação do primeiro suplente ao Senado.
Apesar das negociações internas, o petista descartou qualquer clima de ruptura entre os aliados. Wagner afirmou que as conversas fazem parte da construção política da chapa e garantiu que os nomes dos suplentes serão anunciados em conjunto com a composição das candidaturas governistas. Além da definição de sua chapa, também deverá ser oficializada a formação da candidatura do senador Rui Costa (PT), que disputará uma das vagas ao Senado nas eleições deste ano.