
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), afirmou nesta segunda-feira (13) que a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, de proibir suas visitas ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) representa uma interferência no processo eleitoral. A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais.
Segundo Flávio Bolsonaro, a restrição de visitas por 90 dias impede o contato entre pai e filho até após o primeiro turno das eleições. O parlamentar questionou o prazo estabelecido pelo ministro e afirmou que a medida teria motivação política. Durante a transmissão, ele também criticou a atuação do magistrado e voltou a defender que as decisões judiciais não interfiram na disputa eleitoral.
A determinação de Alexandre de Moraes foi adotada após a divulgação, por Flávio Bolsonaro, de uma carta atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro nas redes sociais. O ministro solicitou que a defesa esclareça se Bolsonaro tinha conhecimento prévio da publicação, diante da medida cautelar que proíbe o ex-presidente de utilizar redes sociais, direta ou indiretamente.
Além das críticas à decisão, Flávio Bolsonaro afirmou que pretende contar com o apoio da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) para discutir o acesso ao ex-presidente. O senador integra formalmente a equipe de defesa de Jair Bolsonaro, condição que, segundo ele, garante prerrogativas relacionadas ao exercício da advocacia e ao contato com o cliente.
Ainda durante a transmissão, o parlamentar declarou que Alexandre de Moraes busca reunir elementos para revogar a prisão domiciliar do ex-presidente. Flávio também citou a operação de busca e apreensão realizada pela Polícia Federal na residência de Jair Bolsonaro e afirmou que não pretende desistir da pré-candidatura à Presidência. Segundo ele, somente abriria mão da disputa caso o ex-presidente pudesse concorrer ao cargo.